ASSÉDIO MORAL: REPERCUSSÕES SOCIAIS E PSICOLÓGICAS

RESUMO
A pesquisa sobre o assédio Moral tem grande importância na atualidade. O objetivo é compreender como o assédio se processa e suas consequências sociais e psicológicas para as pessoas e a própria empresa. Infelizmente as empresas não estão dando muita atenção a esse problema; sabe-se que esse problema tem aumentado muito nos últimos tempos. Os trabalhadores e as trabalhadoras quando assediados por um longo período de tempo, acabarão sendo prejudicados psicologicamente ao ponto de ficarem agressivos ou traumatizados e até mesmo faltarem o trabalho. Com isso, a empresa também é prejudicada porque perde credibilidade no mercado e ainda diminui o seu efetivo de profissionais treinados habilmente. Quem mais sofre com isso são as mulheres, que são sensíveis e acabam sofrendo grandes consequências psicológicas ao ponto de ficarem traumatizadas. O assédio moral pode se manifestar não somente por palavras, mas também por ações e gestos, ferindo a personalidade da pessoa assediada.
PALAVRAS-CHAVE: Assédio Moral, Psicológicas, Funcionário, Empresa.
RESUMEN

La investigación sobre el acoso moral es de gran importancia hoy en día. El objetivo es entender cómo el acoso se lleva a cabo, y sus consecuencias sociales y psicológicas para las personas y la propia empresa. Por desgracia, las empresas no están prestando mucha atención a este problema, se sabe que este problema se ha incrementado mucho en los últimos tiempos. Los trabajadores y trabajadoras cuando acosado por un largo período de tiempo, con el tiempo se dañen hasta el punto de ser agresivo o psicológicamente traumatizados o incluso faltar al trabajo. Con esto, la compañía también se ve perjudicada ya que pierde credibilidad en el mercado y también reduce sus profesionales expertos entrenados efectivos. ¿Quién sufre más de esto son las mujeres, que son sensibles y terminan sufriendo graves consecuencias psicológicas para el punto de ser traumatizado. La intimidación puede manifestarse no sólo con palabras sino con acciones y gestos, hiriendo a la personalidad de la persona. acosada.

PALABRAS CLAVE: El acoso moral, psicológico, Empleado, Empresa.

ABSTRACT

Research on Moral harassment is of great importance today. The goal is to understand how the harassment takes place, and their social and psychological consequences for people and the company itself. Unfortunately companies are not paying much attention to this problem, it is known that this problem has increased a lot in recent times. The male and female workers when beset by a long period of time, will eventually be damaged to the point of being psychologically aggressive or traumatized or even missing work. With this, the company is also impaired because it loses credibility in the market and also reduces their effective expertly trained professionals. Who suffers most from this are women, who are sensitive and end up suffering major psychological consequences to the point of being traumatized. Bullying can manifest not only by words but by actions and gestures, injuring the personality of the person harassed.

KEYWORDS: Moral Harassment, Psychological, Employee, Company.

INTRODUÇÃO

As empresas buscam mais melhorias em seus produtos a cada dia; competitividades econômicas, atendimento ao cliente, e entre outras coisas para fazer o diferencial de sua empresa, fazem excelentes pré-venda e pós-venda para garantir a satisfação de seus trabalhadores e clientes e entre outras coisas que são importantes para satisfazer as necessidades dos mesmos. Sabemos que a taxa de desemprego está crescendo muito com a crise, patrões, gerentes e supervisores fazem de tudo para se manter no cargo, atingir suas metas, e diante disso acabam abusando dos subordinados com seu tratamento.   Infelizmente as empresas não se dão conta que para o cliente ser tratado bem, a empresa tem que saber lidar com seu funcionários, primeiramente, para eles se sintam bem e possam tratar bem aos clientes. Estamos falando do assédio moral nas empresas, ele é consequente tanto para a empresa como para os funcionários.

2. DESENVOLVIMENTO

O assédio moral existe há muito tempo, desde os tempos antigos; mas foi recentemente que adquiriu uma importância muito maior nas organizações

[...] foi realmente identificado como fenômeno destruidor do ambiente de trabalho, não só diminuindo a produtividade como também favorecendo o absenteísmo, devido aos desgastes psicológicos que provoca. Esse fenômeno foi estudado nos países anglo-saxões e nos países nórdicos [....] (HIRIGOYEN, 2009, p 65).

O assédio moral é uma forma maléfica de levar o ser humano à pressão que prejudica o indivíduo, atrapalhando seu desenvolvimento na empresa e principalmente o seu psicológico, que pode gerar bastante custo para a empresa de perda de seu funcionário. A pessoa fica desgastada psicologicamente, favorecendo o absenteísmo. Além disso, todo o assédio é uma forma muito pior de abuso; segundo Nascimento (2007, p1), “uma conduta abusiva, de natureza psicológica, que atenta à dignidade psíquica, de forma repetitiva e prolongada, e que expõe o trabalhador a situações humilhantes e constrangedoras, capazes de causar ofensa à personalidade”.

2.1 Causa do assédio moral

O objetivo do assedio moral na empresa é sempre prejudicar o trabalhador e humilhá-lo.

O objetivo principal do assédio moral é a exclusão da vítima, seja pela pressão deliberada da empresa para que o empregado se demita, aposente-se precocemente ou ainda obtenha licença para tratamento de saúde, bem como pela construção de um clima de constrangimento para que ela, por si mesma, julgue estar prejudicando a empresa ou o próprio ambiente de trabalho, pedindo para ausentar-se ou para sair definitivamente. Nascimento (2007, p.6)

O assédio no local de trabalho é frequente e pode por em perigo o funcionário, prejudicando o seu comportamento e principalmente seu emprego. O assedio moral não vem do nada da pessoa assediada, mais sim de algo que a pessoa acumula no íntimo e guarda causando consequências. Para Hirigoyen (2009), ele nasce como algo inofensivo, no primeiro momento, a pessoa leva tudo na brincadeira e quanto mais ela é ofendida ela se recua e pode se tornar deprimida, humilhada, exausta.

Diante dessa situação, é triste saber que uma pessoa acorda cedo, vai trabalhar o dia inteiro e além dos problemas de casa e das rotinas do trabalho, essa pessoa ainda tem que suportar os assédios morais, que existem ao redor de seu ambiente de trabalho; o assédio moral vem com palavras chulas e xingamentos provindos do perseguidor, e a vítima se dá muito mal com isso.

Depois de certo tempo de evolução do conflito, surge o fenômeno de fobia – recíproca: ao ver a pessoa que detesta, surge no perseguidor uma raiva fria, desencadeia-se na vitima uma reação de medo (HIRIGOYEN, 2009 p. 67).

A pessoa assediada trabalha com medo; ela se sente desmotivada para executar um serviço que lhe foi atribuído. Só de pensar que vai ver o assediador no local de trabalho, cria um pânico e um frio na barriga. Infelizmente essas pessoas que assediam moralmente prejudicando o trabalhador, fazem isso, segundo Hirigoye (2009), por inimizades pessoais de cada um do indivíduo, fazem isso por competitividade para se valer à custa do outro.

Segundo Zanetti o que assedia visa atingir sua personalidade reduzindo sua capacidade de executar outras tarefas e no extremo caso, ele assedia tanto que força o colaborador a pedir demissão do seu local de trabalho.

É um terror a pessoa ser assediada moralmente, ela se sente humilhada, perseguida, podendo gerar um trauma bem grande nela; pode ficar com a paranoia de que é sempre perseguida; poderá fazer um trabalho bem feito dando o máximo de si, mas, o patrão fala que está mal feito.

2.2 Modos de Assédios

Infelizmente, há assedio por parte de superiores dos colaboradores que querem se mostrar, abusando de seu poder com medo de não obedecer em tudo que lhe for mandado.

Pode ser simplesmente um caso de abuso de poder: um superior se prevalece de sua posição hierárquica de maneira desmedida, e persegue seus subordinados por medo de perder o controle. É o caso do poder dos pequenos chefes (HIRIGOYEN, 2009 p. 67).

Além disso, o assédio às vezes não é feito de modo descarado pela pessoa, humilhando-a descaradamente. Segundo Hirigoyen ( 2009, p.77), outro tipo de assedio poderá ser praticado na linha de uma comunicação não verbal que pode ser por meios de suspiros seguidos, não dando atenção ou simplesmente desprezando a pessoa dando de ombros, ficando em silêncio para com ela.

Também poderá ser feito comentários para com a vítima, discriminando-a no local de trabalho, onde acontece muito com as mulheres, que às vezes vai trabalhar usando um brinco, sapato ou determinada roupa, e ouvem-se conversinhas dizendo que o sapato está feio, discriminam o modo que está vestindo a roupa e assim vai indiretamente assediando a pessoa.

Outro modo também é colocando a vítima de maneira que ela se sente para baixo; às vezes ela fica tão para baixo que não dá tempo de ela se defender de tanta humilhação, se sentindo muito mal com esse tipo de situação.

Para pôr o outro para baixo, ele é ridicularizado, humilhado e coberto de sacarmos até que perca toda autoconfiança. [...] ou usa-se calúnia, as mentiras, os subtendidos malévolos. Faz-se tudo de modo que a vítima o que se passa, sem que possa, no entanto, se defender (HIRIGOYEN, 2009, p. 78).

Para ser bem sucedida, a pessoa que quer assediar o indivíduo para obter resultado, ela acaba isolando a pessoa, destruindo psicologicamente a pessoa, deixando-a penando de maneira errônea da situação. Segundo Hirigoyen (2009, p.79), quando alguém se bota numa situação de isolamento, ficando sozinha sem ninguém ao seu lado, é muito mais fácil a pessoa se rebelar e com isso começa a acreditar que todo mundo está contra ela. Com essa situação, o seu psicológico é muito afetado.

Essa maneira de deixá-la isolada é feito por meio de afastamento de seus colegas de dentro da empresa, eles começam a fazer um complô para não se juntar com um determinado colega de trabalho. Quando o assediado é do sexo masculino, quando precisam participar de um grupo acabam excluído pelos outros; quando vão beber não o convidam, mesmo quando o convite é feito na frente do assediado, mantendo-o excluído.

Quando o afastamento vem dos colegas, consiste em deixá-lo comer sozinho no refeitório, e não convidá-lo guando saem para beber junto. Quando a agressão vem da chefia, a vítima escolhida é progressivamente privada de toda e qualquer informação. É isolada, não é chamada para as reuniões [...] ela é posta em quarentena e depois é arquivada (HIRIGOYEN, 2009, p.79).

Essa situação de não chamá-lo para reuniões é bastante complicada; a reunião é bastante importante para o colaborador, porque serão tratados assuntos que irão servir para o andamento de sua função, e quando o colaborador não é chamado para assistir, ele acaba ficando sem saber o que foi tratado. Depois, o chefe fica cobrando dele os resultados que foram tratados na reunião, fazendo-o ficar desacreditado pelo serviço incorreto que ele fez.

Uma forma de o assediador prejudicar muito a pessoa assediada é induzindo-a ao erro; ela quer fazer uma coisa de maneira certa, faz todo o procedimento e aí vem a chefia e manda-a fazer uma coisa que ela desconhece e depois que é feito o pedido, ela acaba errando e é menosprezada.

Um meio bastante hábil de desqualificar uma pessoa consiste em induzi-la a cometer uma falta não só para criticá-la ou rebaixá-la, mas também para que tenha uma má imagem de si mesma. É muito fácil, com uma atitude de menosprezo ou de provocação,levar uma pessoa impulsiva a um acesso de cólera ou a um comportamento agressivo (HIRIGOYEN, 2009, p.80).

2.3. Consequências para empresa e vitima.

A empresa pode também ser responsável pelo assédio moral do colaborador, não necessitando da culpa da chefia. Segundo Hirigoyen (2009, p 98), a própria empresa poderá se tornar com o tempo como uma política de perversidade, quando eles usam a política de que os fins justificam os meios e ela acaba se prestando a tudo o que for necessário para as suas metas de trabalho.

Sabemos que vivemos em um mundo de bastante competitividade, alguns empresários acabam pensando em lucrar muito e quando a empresa estiver em crise ela vai fazer tudo para que o ser humano trabalhe como máquina para não prejudicar o andamento da empresa, com isso ele acaba se esquecendo de tratar bem o ser humano e acaba assediando moralmente com palavras de grosseria, querendo que ele trabalhe mais e mais.

Em um sistema econômico competitivo, inúmeros dirigentes só conseguem enfrentar essa competição e manter-se com um sistema de defesa destruidor, recusando-se a levar em conta os elementos humanos, fugindo de suas responsabilidades e chefiando por meio da mentira e do medo. Os procedimentos perversos de um indivíduo podem, então, ser utilizados deliberadamente por uma empresa que espere deles tirar um melhor rendimento (HIRIGOYEN, 2009, p.98).

Com todas essas agressões, a vítima fica isolada, triste e até o ponto de ela ficar chocada, pois ela percebe que foi agredida verbalmente ou fisicamente. E quando ela se sente como manipulada, sentem-se bastante lesadas com as situações que ocorreram.

Quando adquirem consciência da manipulação, as vítimas se sentem lesadas, como alguém que acaba de ser objeto de uma fraude dolosa. Encontra-se nela um sentimento idêntico de, de terem sido enganadas, exploradas, de não terem sido respeitadas. Descobrem, um tanto tardiamente, que são vítimas, que alguém a fez de joguete (HIRIGOYEN, 2009, p 177).

Com esses sentimentos, a pessoa acaba ficando com muita vergonha e até mesmo ela fica indisposta a trabalhar. É muito horrível esse sentimento para com a pessoa, ela fica pensando se deveria ter percebido mais cedo.

Quando a pessoa percebe que foi lesada e quer tomar uma atitude, ela recorre à justiça para solucionar o seu problema com o seu patrão, ela quer que ele seja punido e principalmente pare com o assédio.

[...] quando o agressor é um patrão que utiliza sistematicamente procedimentos perversos para aterrorizar um membro de seu pessoal, é preciso que ele seja detido utilizando-se do direito, sobretudo se tiver havido violência física ou sexual. Esses agressores, que não ousam confrontar-se diretamente com o seu empregado, não ousam igualmente enfrentar a justiça. Eles tem medo e por isso negociam uma demissão (HIRIGOYEN, 2009. p 198).

É melhor para o assediado solicitar a própria demissão, pois, para a empresa, o processo é muito caro, a empresa irá perder muito dinheiro com processos e mais processos. E hoje, perder dinheiro e funcionários bem qualificados representam  grandes problema para a empresa.

O conselho é descobrir o problema cedo para evitar futuros grandes problemas para a empresa, caso identifique o assediador e com isso esteja sendo prejudicado

O ideal é reagir o mais cedo possível, antes de ser mergulhado em uma situação em que não haja mais outra solução a não ser sair do emprego. A partir daí é importante atentar para qualquer forma de provocação, ou a toda e qualquer aversão (HIRIGOYEN, 2009 p. 191)

3.0 Considerações Finais

Diante disso tudo, a empresa sofre consequências com respeito à forma como são tratados seus funcionários, onde há uma queda significativa na produtividade, e diante de situações de lidar com clientes, ela acaba tratando-os mal, assim, sujando muito a imagem da empresa. O empregado vai querer faltar mais ao trabalho, gerando custos para empresa; se ele for um bom funcionário, a empresa só tem a perder.

Quando a empresa tem colaboradores mais satisfeitos com seu trabalho, ela produz mais; quando o empregado é muito assediado, ele não produz o bastante e se sente prejudicado ao ponto de sair da empresa e com isso a empresa poderá perder um grande profissional no mercado de trabalho. Infelizmente, há patrões que não têm esse tipo de visão; eles querem é realmente lucrar mais, não se importando com o ser humano como pessoa que poderá ajudar bastante a empresa se ele for tratado de maneira digna.

Há muito tempo que fazem as pessoas fazem tudo motivadas nos fins e assim justificam os meios; não dando valor ao ser humano, e dando mais valor ao capitalismo; isso tem que mudar se a empresa deseja ficar bem no mercado e, principalmente, observando o melhor do ser humano, ajudando-o a crescer profissionalmente para o benefício da empresa. Se assim o fizer, o profissional trabalhará mais, com motivação e qualidade.

4. Referências

HIRIGOYEN, Marie France, Assédio Moral: a violência perversa no cotidiano, Bertrand Brasil, Rio de Janeiro, 2009.

BARRETO, Margarida. Assédio moral: ato deliberado de humilhação ou uma política da empresa para livrar-se de trabalhadores indesejados. Disponível em: <http://ser1cremesp.org.br/revistasermedico/nova_revista/corpo.php?MateriaId=40>.Acesso em: 2 de abril 2010-04-27

NASCIMENTO, Sônia A. C. Mascaro. O assédio moral no ambiente do trabalho. Jus Navigandi, Teresina, ano 8, n. 371, 13 jul. 2004. Disponível em: <http://jus2. uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=5433>. Acesso em: 20 de Abril. 2013.

ZANETTI, Robson, Assedio moral no trabalho, e-book, disponível em http:// www.robsonzanetti.com.br. Acessado 15 de julho de 2013.

Para citar este artículo puede utilizar el siguiente formato:
Costa, Fabrício y Brandão Barbosa, Evandro: "Assédio moral: Repercussões Sociais e Psicológicas" en Revista Caribeña de Ciencias Sociales, agosto 2013, en http://caribeña.eumed.net/assedio-moral/

Revista Caribeña de Ciencias Sociales es una revista académica, editada y mantenida por el Grupo eumednet de la Universidad de Málaga.